sábado, 31 de março de 2018

Erasmus+: "Learning with the Arts" - Interagir e aprender com a Europa



Através do conhecimento desvendamos o mundo e descobrimos a sua história. Todas as áreas científicas como as Ciências e a Matemática permitem alcançar esse conhecimento. A arte na educação é uma forma e um recurso poderoso para de desenvolver a criatividade e o desenvolvimento do espírito crítico tão importantes ao longo da vida de cada cidadão. Por isso, é importante que as crianças tenham acesso não só à história da arte como a materiais e técnicas que lhes proporcionem situações de aprendizagem significativas e transformadoras. Aprender com as artes é um paradigma que em alguns países do mundo tem possibilitado sucessos na forma como se ensina e aprende levando a uma articulação e flexibilidade curriculares que facilita o reconhecimento que o aluno tem de si em relação aos outros. Além disso, tem contribuído para a construção da perceção do mundo, como expressá-la e até recriá-la.
Um dos projetos Erasmus+ do Agrupamento de Escolas Latino Coelho, “Aprender com as Artes”, tem vindo a ser operacionalizado desde o início do ano letivo 2017/18, com alunos entre os 10 e os 12 anos de idade. A articulação entre a Matemática, as Ciências, as artes e a língua inglesa tem sido uma realidade. Na mobilidade a Pielavesi, na Finlândia, entre 10 e 17 de março,
os alunos que estão a desenvolver este projeto em alguns países europeus, experienciaram, deram a conhecer, interagiram e criaram situações em que todos, inclusivamente professores, puderam constatar que a arte é um percurso e uma alavanca para o conhecimento dos outros e do meio envolvente. Apesar das temperaturas baixíssimas não foi obstáculo para que as atividades programadas não se realizassem. Mesmo a neve, pescar no gelo, pintar e construir objetos de madeira, tocar, representar e contar histórias foram momentos de aprendizagem articulada com todas as outras disciplinas. Todos os países envolvidos também apresentaram atividades, aulas e assistiram a aulas com alunos finlandeses questionando e envolvendo-se de forma criativa e numa atitude de descoberta.
No final há que avaliar os dias de trabalho e também de lazer, claro. Após a análise dos questionários e de entrevistas, que se foram colocando ao longo dos dias em que permaneceram em Pielavesi, em relação às atividades preparadas pela escola de acolhimento e realizadas por alunos convidados, preencheram as diretrizes e requisitos propostos no projeto:
- Envolvimento de todos na aprendizagem por pares.
- Todos os alunos vindos de Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Roménia, Polónia, Grécia e finlandeses, que nos receberam, participaram em tarefas de projeto com diferentes tópicos relacionados com a Geografia, o ambiente natural (Ciências), História e cultura do país anfitrião.
 - O trabalho de grupo e colaborativo foram formas de promover a interação e o conhecimento pessoal e coletivo.
- Verificou-se um melhor conhecimento dos alunos sobre o país anfitrião. - Desenvolveram-se as competências linguísticas dos alunos e professores. 

Alunas e Professores que participaram na Mobilidade a Pielavesi - Filândia
Agrupamento de escolas Latino Coelho, Lamego

sábado, 24 de março de 2018

As aventuras de ABC - Um sonho realizado


Nesta pequena história, iremos falar sobre um sonho de amigas, que tornar-se-á realidade. Esse sonho: uma visita a Paris, Torre Eiffel, e à Disneyland.
Certo dia, a Andreia recebeu uma boa notícia: iria a casa da sua colega Beatriz, onde iria passar a noite. Nessa noite as duas meninas decidiram também convidar a Catarina para ir lá passar a noite.
Antes de adormecerem, as três meninas brincaram muito, fizeram bolachas, tranças e um desfile de “moda”, sem esquecer a luta de almofadas.
As amigas de há muito, de tanto brincarem, ficaram exaustas e acabaram por adormecer.
Curiosamente ambas sonharam com o mesmo cenário. Todas estavam em Paris, para elas o melhor lugar de Paris: a Disneyland.
O primeiro sítio a visitar foi a Montanha-Russa; em seguida a roda gigante e conheceram as personagens da Disney. Enquanto comiam no restaurante Ratatouille deram conta que estavam a ser observadas, por um homem misterioso vestido de preto, mas de quem não se conseguiu ver a cara.
De repente, o homem levantou-se e dirigiu-se à mesa, onde elas se encontravam. Discretamente saíram do restaurante, mas infelizmente o homem seguiu-as, sendo obrigadas a fugir em todas as direções. 
A Andreia encontrara-se junto ao Arco de Triunfo, onde admirou a sua beleza.
Por sua vez, a Beatriz estava no museu do Louvre onde entrou e ficou encantada ao olhar para o quadro da “Mona Lisa” .
Por último, a Catarina estava perante a Catedral de Notre Dame, sendo a primeira a perguntar onde estavam as suas amigas.
Todas vagueavam pelas ruas de Paris, sem saber onde estariam as suas colegas.
Subitamente ambas pensaram numa estratégia para as encontrar: deslocarem-se para o ponto mais alto de Paris, a Torre Eiffel, de onde conseguiam observar toda a cidade em busca das amigas perdidas.
Foi lá que se encontraram e contaram as suas aventuras. Caminhavam em direção aos Campos Elísios, avistaram ao fundo uma enorme sombra que se aproximava delas.
De súbito, as três meninas acordaram ao mesmo tempo daquele sonho inesquecível. Relataram o seu sonho e repararam que eram idênticos. Como estavam cansadas de tão atribulado sonho, adormeceram logo.
Após o galo cantar, a mãe da Beatriz acordou-as com uma boa notícia: iriam a Paris!
- Meninas, acordem! Não querem chegar atrasadas, pois não?
- Atrasadas para fazer o quê?- interrogou a Andreia muito curiosa.
Então a senhora Leonor anunciou-lhes a inesperada notícia.
- Os nossos pais já foram informados?- questionou a Catarina.
- Eles já sabem e autorizaram a vossa ida. Têm pouco tempo para trazer as vossas malas e se despedirem.
Ao meio-dia já estavam no aeroporto, prontas para “voar”.
No fim da viagem de avião foram cumprimentar o piloto e, para sua grande surpresa, identificaram-no como o homem misterioso. As meninas trocaram um olhar e sussurraram: “Devíamos esquecer este assunto e desfrutar das nossas férias”.
Esses dias em Paris não foram como tinham imaginado, pois foram ainda melhores e as férias que nunca mais iríamos esquecer.


Clube de Escrita Criativa
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego
Andreia Gonçalves Nº4 – 7.º A
Beatriz Costa Nº5 -  7ºA
Catarina Teixeira Nº6 – 7.º A

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

“Learning with the arts”: aprender e descobrir através da arte e da língua inglesa




Os alunos de 2.º ciclo encetaram atividades nas aulas de inglês a propósito do Dia de S. Valentim. As pesquisas e os trabalhos que executaram revelam que aprender pode ser com qualquer disciplina, inclusivamente a arte. Ora vejamos …
Originalmente feitas por jovens durante as longas noites de inverno ou por homens jovens em longas viagens marítimas, foram esculpidas para expressar as intenções desse jovem em relação a uma menina especial. Uma menina podia receber lovespoons (colheres de amor) de vários pretendentes e estas seriam exibidas na parede da sua casa.
A tradição de esculpir lovespoons é pensada para ter sido derivada da confeção de colheres culinárias e a confeção de uma colher tornou-se simbólica com a expressão do desejo de "alimentar" ou apoiar o objeto do desejo do pretendente potencial. Foi um pequeno passo para decorar tal colher e para investi-lo com símbolos das esperanças e desejos do pretendente. Uma tal colher não teria então um uso prático e teria sido considerada como um presente ornamental, embora tivesse um significado.
A primeira colher do amor data de 1667 e está no Museu Nacional de Gales em St. Fagans, perto de Cardiff, mas os meninos de Gales sabem ter sido feita pelos homens do País de Gales antes desta data.
A prática de fazer e dar amuletos por futuros pretendentes era comum no País de Gales ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX, mas o costume tornou-se menos popular no final do século XIX e no início do século XX.
Houve um avivamento do costume nos últimos 40 ou mais anos e muitas pessoas hoje fazem colheres de amor com intenção comercial para que os clientes utilizem para comemorar eventos especiais nas suas vidas ou nas vidas de seus entes queridos.
Hoje as Welsh lovespoons podem ser oferecidas para declarar a intenção de um pretendente, para comemorar o dia do casamento, o nascimento de uma criança, um aniversário de casamento, um aniversário, um batismo, o Dia dos Namorados ou o equivalente galês Dydd Santes Dwynwen, uma formatura…
Os escultores de madeira usaram tradicionalmente uma variedade de vigas para o seu trabalho; a madeira escolhida é mais adequada. Lovespoons foram feitos de madeiras mais facilmente disponíveis e daquelas que são facilmente trabalhadas; madeiras como sicómoro e limão.

Alunos do 2.º ciclo
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Pescara – Italy: Our Erasmus+ “Multilingualism for a Sustainable Society”



Na UE a diversidade linguística é uma realidade que influencia o ensino e a aprendizagem das línguas nos vários países. Possuir competências linguísticas contribui para a mobilidade, a empregabilidade e o desenvolvimento pessoal dos cidadãos europeus, sobretudo dos jovens, reforçando o diálogo intercultural.
O Conselho da Europa realça que um bom domínio de línguas estrangeiras é competência essencial importante para singrar no mundo moderno e no mercado de trabalho, facto que conduziu à criação do Programa Erasmus+ no qual se incluía o objetivo de melhorar o ensino e a aprendizagem de línguas. São as línguas que fazem a ponte entre as pessoas e o mundo cada vez mais global, cada vez mais digital e em constante transformação.
Com todos estes pressupostos, o nosso projeto Erasmus+, “Multlinguismo para uma sociedade Sustentável” teve o seu primeiro encontro LTT (Learning, Language and Training) em Pescara (Itália), entre 15 e 19 de janeiro de 2018, com a participação de professores e alunos de quatro países – Itália, Portugal, Suécia e Alemanha. Ao longo de cinco dias, a partilha, a interação, o convívio, a aprendizagem cooperativa e a diversidade cultural entrecruzaram-se através de vários idiomas.
Os alunos participantes ficaram alojados em casas de famílias de alunos italianos do projeto, uma situação que enriqueceu e reforçou os laços interculturais e linguísticos dos estudantes. Todos os alunos participaram em aulas de Francês, Espanhol e Alemão, assistiram a aulas de várias áreas disciplinares, fizeram apresentações sobre os seus países e sobre dois dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, preconizados pela ONU até 2030: a igualdade de género e a redução das desigualdades. Os professores e alunos dos quatro países envolvidos tiveram ainda momentos de aprendizagem e de formação com conferências proporcionadas por professores universitários e workshops sobre as didáticas das línguas e o papel do multilinguismo numa sociedade cada vez mais diversa. A escola tem uma função importante no empowerment de competências globais que só o conhecimento das línguas permitirá alcançar, numa perspetiva comunicativa e multidimensional.
Multilingual children enter a decisive level of development when they begin school: “To be fluent in two or more languages is an individual and social resource in contemporary Europe”, says the expert on bilingualism Leist-Villis. “The more languages a child speaks, the more means of access to different countries are open to him.”
Let’s see what we learn with those who have experience with multilingualism, we mean, what they say: “To have a command of many languages is a valuable ability in a Europe that is growing together. Multilingual education in early childhood gives parents the opportunity to have this ability imparted to their children effectively in a short space of time.” (The Brain has room for many languages), in http://www.goethe.de/lhr/prj/mac/msp/en1396470.htm

Isilda Afonso
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego